repostagem: como tudo começou

Originalmente publicado no dia 18 de março de 2009 em http://stoa.usp.br/gaf/weblog/45161.html

[…]

Architects, painters, sculptors, we must all return to crafts! For there is no such thing as "professional art". There is no essential difference between the artist and the craftsman. The artist is an exalted craftsman. By the grace of Heaven and in rare moments of inspiration which transcend the will, art may unconsciously blossom from the labour of his hand, but a base in handicrafts is essential to every artist. It is there that the original source of creativity lies.

Let us therefore create a new guild of craftsmen without the class-distinctions that raise an arrogant barrier between craftsmen and artists! Let us desire, conceive, and create the new building of the future together. It will combine architecture, sculpture, and painting in a single form, and will one day rise towards the heavens from the hands of a million workers as the crystalline symbol of a new and coming faith.

fonte: http://www.bauhaus.de/english/bauhaus1919/manifest1919.htm

Vale registrar: completam-se em 2009 noventa anos da publicação do manifesto da bauhaus, idealizado e redigido pelo primeiro diretor da escola, Walter Gropius.

***

O Manifesto Bauhaus continha não só uma emotiva declaração de princípios – "o objectivo final de toda a atividade criativa é a estrutura!" – como também discutia os objectivos da Bauhaus, o seu curriculum e os requisitos de admissão. Cerca de 150 alunos inscreveram-se logo, sendo quase metade do sexo feminino. Foram atraídos pelo programa moderno e pelo vanguardismo da gravura de Feininger na capa. (…)

À primeira vista o programa da Bauhaus parecia com o ensinado em várias escolas de arte reformadas antes da Guerra: os alunos deviam receber uma formação artesanal, uma de desenho e uma científica. A novidade residia, contudo, no objetivo global que Gropius estabeleceu para a escola: a estrutura erguida "em conjunto", à qual todos deveriam contribuir através do "artesanato".

Em substituição dos tradicionais professores, o ensino era agora ministrado por mestres. Os estudantes eram denominados aprendizes e podiam progredir para a categoria de oficiais e finalmente de mestre jovem. (…)

Os estudantes eram ensinados por um Mestre da Forma e um Mestre Artesão. (…) Os primeiros anos da Bauhaus foram caracterizados por um forte espírito de comunidade.

in DROSTE, Magdalena. Bauhaus; Berlim: Taschen/Bauhaus-Archiv, 2004

 Argan:

 (…) Como arquiteto, Le Corbusier rivaliza com os grandes pintores de sua época, pois o ideal clássico da forma é universal; (…) Gropius não crê na universalidade da arte, mas convoca em torno de si, na Bauhaus de Weimar, os artistas mais avançados (Kandinsky, Klee, Albers, Moholy-Nagy, Feininger, Itten), obtém a colaboração deles, convence-os de que o lugar do artista é a escola, sua tarefa social é o ensino. Entende-se a razão disso: a finalidade imediata é a de recompor entre a arte e a indústria produtiva o vínculo que unia a arte ao artesanato; a arte, portanto, constitui um dos dois dados do problema (…)

in ARGAN, Giulio Carlo. Arte moderna; São Paulo: Companhia das Letras, 1998

 

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