sobre a exposição “steve jobs, o visionário”

Em janeiro de 2015 visitei pela primeira vez o Museu da Cidade de Nova Iorque. Trata-se sem dúvidas de um excelente museu: apesar de pequeno, possui boas curadorias, expografias bem produzidas e um manejo engenhoso dos recursos que aparenta ter disponíveis, certamente mais modestos que os dos demais espetaculares museus novaiorquinos. Algo em uma de… Continue lendo sobre a exposição “steve jobs, o visionário”

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ian mcharg, gênero e ensino

Em sua autobiografia (intitulada A Quest for Life, publicada em 1996), Ian McHarg vez ou outra tece alguns comentários destacados do texto principal sobre assuntos que lhe parecem laterais àquela narrativa. Em alguns momentos o autor fala de episódios curiosos de sua vida profissional e em outros ele aproveita tais pausas para expor sua opinião sobre… Continue lendo ian mcharg, gênero e ensino

carta aos acadêmicos para 2017

Você acabou de fazer oitenta e dois anos. Continua bela, graciosa e desejável. Faz cinquenta e oito anos que vivemos juntos, e eu amo você mais do que nunca. Recentemente, eu me apaixonei por você mais uma vez, e sinto em mim, de novo, um vazio devorador, que só o seu corpo estreitado contra o… Continue lendo carta aos acadêmicos para 2017

emily martin: óvulo, espermatozoide e natureza ocidental

Mais do que mecanismo “natural” de reprodução de indivíduos, o processo humano de concepção constitui-se de uma construção cultural fortemente marcada por preconceitos de gênero — processo este que, em sua versão ocidental e moderna, se revela na forma de uma narrativa construída a partir de figuras estereotipadas de masculino e feminino, na qual, entre outros… Continue lendo emily martin: óvulo, espermatozoide e natureza ocidental

bruno latour: memória, história e tempo

Alguns comentários sobre a invenção da memória e da história em Jamais fomos modernos: De onde nos vem a ideia de um tempo que passa? Da própria Constituição moderna. A antropologia está aí para nos lembrar que a passagem do tempo pode ser interpretada de diversas formas, como ciclo ou como decadência, como queda ou como… Continue lendo bruno latour: memória, história e tempo

sustentabilidade e sociedade

Algumas notas sobre a ideia de “desenvolvimento sustentável” tomadas da obra Naturalismo e biologização das cidades na constituição da ideia de meio ambiente urbano, de Marcos Virgílio da Silva: O progressivo comprometimento de organismos internacionais com a causa do desenvolvimento sustentável traz certas implicações que devem ser notadas: acaba-se associando sub-repticiamente a adoção dos preceitos da… Continue lendo sustentabilidade e sociedade

bruno latour: dinâmica sociedade/natureza

Um dos trechos mais interessantes do clássico Jamais fomos modernos, de Bruno Latour: A potência da crítica Hoje, quando as capacidades críticas dos modernos se esgotam, é conveniente medir, pela última vez, sua prodigiosa eficácia. Liberados da hipoteca religiosa, tornaram-se capazes de criticar o obscurantismo dos antigos poderes ao desvelarem os fenômenos naturais que estes… Continue lendo bruno latour: dinâmica sociedade/natureza

“Após sua visita a Drop City, venha tomar um sorvete no Dairy Joy”

Drop City, a mais famosa comunidade contracultural estadunidense dos anos 1960, vem sendo objeto de um interesse renovado na última década. O livro-reportagem Droppers, de Mark Matthews, por exemplo, publicado em 2010, é um dos produtos deste interesse e já foi citado aqui. Alguns dos depoimentos dos primeiros anos de Drop City são particularmente interessantes. Gene… Continue lendo “Após sua visita a Drop City, venha tomar um sorvete no Dairy Joy”

drop art, c. 1962

Seguem alguns trechos dos depoimentos de Clark Richert e Gene Bernofsky a Mark Matthews, publicados no livro-reportagem Droppers: America's First Hippie Community. Richert e Bernofsky, artistas e personagens da contracultura norte-americana, foram alguns dos criadores de Drop City, considerada a primeira de várias comunidades hippies alternativas que se instalariam no Sudoeste estadunidense ao longo dos anos 1960 e 70.