aljube, lugar de memória

Durante a ditadura salazarista em Portugal — que durou dos anos 1930 aos 70 — o governo fascista usou um velho edifício localizado próximo à Sé de Lisboa, no centro da cidade, como espaço de repressão e reclusão de opositores ao regime. Conhecido como Cadeia do Aljube, o edifício — cujas origens remontam ao período… Continue lendo aljube, lugar de memória

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campo em jogo

Lindo exercício teatral do amigo Diogo.

algumas palavras sobre patrimônio cultural (parte 2)

Continuo aqui o registro de algumas anotações sobre as representações e as práticas associadas à ideia de patrimônio cultural. Como já alertei na parte 1 (a palavra "patrimônio"), não se trata de uma discussão acadêmica nem de um texto com qualquer pretensão científica, mas apenas de um conjunto de comentários descompromissados sobre o tema. A… Continue lendo algumas palavras sobre patrimônio cultural (parte 2)

algumas palavras sobre patrimônio cultural (parte 1)

Gostaria de compartilhar algumas palavras sobre o tema do patrimônio cultural. Tratam-se de anotações que usei no último sábado no contexto das ações do Núcleo de Estudos da Paisagem ora em curso em Perus (que envolvem, em um mesmo tempo e espaço, uma disciplina de graduação, uma disciplina de pós-graduação e uma instância de extensão).… Continue lendo algumas palavras sobre patrimônio cultural (parte 1)

helvetica e borracha

De uma única vez, na fotografia abaixo, desaparecem dois dos referenciais visuais mais significativos do Metrô de São Paulo: de um lado, o famoso piso de borracha preto que acompanhou seus usuários durante algumas décadas, substituído por placas de granito cinza. De outro lado, no letreiro branco, desaparece a usual Helvetica, trocada desajeitadamente pela Arial.… Continue lendo helvetica e borracha

29.03.2013: impressões rápidas de perus

Foi uma visita rápida, panorâmica: incompleta, portanto, mas agradável. O que seguem são meros fragmentos. Visitei balaústres, lajes, praças, pérgolas, balanços, bancos, mesas, mirantes. Subidas, descidas, morros, escadas hidráulicas, ladeiras. Ruas de comércio, sacolas, compras, bolsas. Casinhas, casebres, vielas, rios, córregos, várzea. Casas antigas: pastilhas, vitrôs, varandas. Casas mais novas: alvenaria, madeira, cimento, lajes "pré",… Continue lendo 29.03.2013: impressões rápidas de perus

le corbusier em pessac

Em fins da década de 1920 o arquiteto Le Corbusier foi convidado a desenhar um complexo habitacional em Pessac, ao sul da cidade francesa de Bordeaux. O projeto ficaria conhecido como Quartier Frugès ou Cité Frugès e passaria a ser lido mais tarde pela historiografia oficial como um importante momento na trajetória do mestre franco-suíço:… Continue lendo le corbusier em pessac

materialidade, cesare brandi

Manfredo Tafuri, em seu Teorie e storia dell'architettura (1968), chegou a acusar Cesare Brandi, o famoso estudioso italiano do campo da Preservação e Patrimônio, de promover um "neoidealismo metafísico e mistificador". A colocação de Tafuri é interessante: ela provoca o campo da Preservação, tradicionalmente avesso a um contato mais intenso — e portanto mais revelador… Continue lendo materialidade, cesare brandi

pavilhão de barcelona, uma miragem

originalmente postado em http://notasurbanas.blogsome.com/2010/05/17/pavilhao-de-barcelona-uma-miragem/ A historiografia da arquitetura do século XX se construiu a partir de herois e de mitos. Para propagar os mitos, foram fundamentais construtores de imagens e de reputações como os fotógrafos (Erza Stoller e Julius Shulman são tão indispensáveis quanto Corbusier ou Gropius para entender o período), as revistas (Case Study… Continue lendo pavilhão de barcelona, uma miragem