Os riscos da mercantilização da cultura no Plano Diretor Estratégico de São Paulo

O texto abaixo foi produzido por mim e por Euler Sandeville como uma crítica à proposta de criação de Polos de Economia Criativa na cidade de São Paulo. Ele também pode ser encontrado em https://medium.com/p/23660f1ced68 e em espiral.fau.usp.br. ••• Os riscos da mercantilização da cultura no Plano Diretor Estratégico de São Paulo Por uma cultura… Continue lendo Os riscos da mercantilização da cultura no Plano Diretor Estratégico de São Paulo

Anúncios

campo em jogo

Lindo exercício teatral do amigo Diogo.

representações do centro de são paulo na folha: ingenuidade ou ideologia?

Confesso que não tenho acompanhado os grandes jornais paulistanos. Procuro filtrar as informações que recebo sobre a cidade, sociedade e país por meio de veículos alternativos de mídia. Surpreendi-me, então, com a presença do crítico de arquitetura Fernando Serapião na Folha de S.Paulo, contribuindo com a temática arquitetônica e urbanística. Eu não teria quaisquer razões… Continue lendo representações do centro de são paulo na folha: ingenuidade ou ideologia?

7 motivos para não votar em José Serra no dia 28 de outubro de 2012

Por mais rasas que tenham sido as discussões envolvendo o atual pleito municipal durante o primeiro turno, é fundamental evitar o recrudescimento tucano na cidade de São Paulo: em uma cidade imobilizada, segregada e mesquinha, o fortalecimento dos setores conservadores tende apenas a promover piora violenta da qualidade de vida, sobretudo das populações mais pobres.… Continue lendo 7 motivos para não votar em José Serra no dia 28 de outubro de 2012

neil smith [1954–2012]

A academia crítica e radical estadunidense perdeu uma de suas principais vozes: o geógrafo Neil Smith faleceu no último sábado, 29 de setembro de 2012. Discípulo de David Harvey, Smith estabeleceu-se como um dos principais autores a tratar do tema da gentrificação e da crítica à economia política do espaço. Mais informações no blogue do… Continue lendo neil smith [1954–2012]

quadrinhos e cidade: will eisner e a passividade

Will Eisner produzia comentários ácidos sobre a vida urbana nas grandes metrópoles dos EUA por meio de quadrinhos concisos e certeiros. Uma espécie de cronista gráfico, Eisner resumia situações de conflito em poucos quadros bem dimensionados e desenhados. Tudo isto ainda que, politicamente, tomasse uma posição supostamente "neutra", procurando criar para si a imagem de… Continue lendo quadrinhos e cidade: will eisner e a passividade

frank lloyd wright e industrialização

A habitação proletária na Broadacre City foi pensada por Frank Lloyd Wright como um conjunto de edificações baseadas em mistos de sistemas industrializados e de autoconstrução. Como se sabe, Wright imaginou sua cidade usoniana utópica (melhor seria dizer: "sua anticidade distópica") como uma grande estrutura territorial em que a segregação de classes própria do capitalismo… Continue lendo frank lloyd wright e industrialização

quadrados mágicos

Gosto destas imagens. Indicam uma espécie de luta pela vida — luta por um sentido para esta vida — em um universo em que parece bastar a necessidade da sobrevivência: o futebol abrindo clareiras em áreas onde só se encontram abrigos mal edificados. Não sou um particular fã do esporte, mas a mística em torno… Continue lendo quadrados mágicos

robert moses e os “urbanistas cabeludos”

originalmente postado em http://notasurbanas.blogsome.com/2010/03/30/robert-moses-e-os-urbanistas-cabeludos/ Robert Moses é figura fundamental no desenvolvimento da paisagem capitalista do século XX. Ainda que seja lembrado apenas pela história do urbanismo, sua contribuição ao desenvolvimento do capitalismo nos EUA não deveria ser ignorada: foi ele o responsável direto por adaptar as cidades (mais: o próprio pensamento urbanístico, o próprio “senso… Continue lendo robert moses e os “urbanistas cabeludos”