“por que a participação é importante”

Segue um registro de um seminário ocorrido em 2006, durante a Bienal de Veneza, reunindo nomes como Peter Blundell-Jones e Lucien Kroll: porque participação é tão importante (arquivo .wav, o áudio está péssimo, não achei a transcrição). Mais nas seguintes páginas: http://easa.antville.org/stories/1488710 e http://www.indymedia.ie/article/87770 ••• Os então ainda quentes protestos ocorridos nos subúrbios parisienses no ano… Continue lendo “por que a participação é importante”

leon hirszman, mutirão no campo

Versão restaurada do curta-metragem Cantos do trabalho — Mutirão, de Leon Hirszman. Filmado em 1975, contou curiosamente com apoio do Ministério da Cultura em um momento em que o os sucessivos governos militares (e a indústria do cimento) promoviam campanhas nacionais contra o uso de técnicas tradicionais de construção com terra, a pretexto de combater… Continue lendo leon hirszman, mutirão no campo

somos todos arquitetos

TUDO É ARQUITETURA E SOMOS TODOS ARQUITETOS Esta frase encontrava-se em um pôster no Centro 121, um espaço ocupado e autogerido pelos squatters britânicos nos anos 60 que viria a se tornar mais tarde um importante ponto de referência na história do movimento anarquista daquele país. A frase é relacionada ainda ao grupo Fluxus. É… Continue lendo somos todos arquitetos

le corbusier e o trabalho

Le Corbusier, como se sabe, impressionou-se com o poder de planificação da então jovem União Soviética e com o papel destinado à construção de novas cidades e de novas estruturas produtivas no processo de desenvolvimento do país. O trecho que vai abaixo é extraído do texto "Atmosfera moscovita" (publicado como apêndice às Precisões sobre um… Continue lendo le corbusier e o trabalho

lucien kroll, arquitetura aberta nos anos 70

Apesar do caráter da obra do arquiteto belga Lucien Kroll ter passado por mudanças significativas ao longo de quatro décadas de atividade, sua participação na construção de um complexo de edifícios (imagem acima) para a Faculdade de Medicina da Universidade Católica de Louvain (que, apesar do nome, se localiza em Bruxelas) permanece como uma referência… Continue lendo lucien kroll, arquitetura aberta nos anos 70

aura e mercadoria

O valor da aura de uma obra em meio à atual configuração da cultura de massas é tão maior quanto mais exclusiva seja a experiência que ela proporcione. Ganha em valor de troca à medida em que esta exclusividade receba mais evidência e circulação. Em "Archives of modern art" — quinto capítulo do livro Design… Continue lendo aura e mercadoria

estúdio rural: kitsch, vernacular, contemporâneo, popular

O excerto apresentado a seguir é parte de um artigo do Journal of Aesthetics Education sobre o Estúdio Rural, uma disciplina de extensão universitária da universidade de Auburn idealizada pelo arquiteto e professor Samuel Mockbee. Neste estúdio, durante um semestre, os estudantes vivem junto a comunidades do Condado de Hale (Alabama) a fim de produzir… Continue lendo estúdio rural: kitsch, vernacular, contemporâneo, popular

pré-fabricação e a estética do desperdício

Entre 1989 e 1992 o Cedec (Centro de Desenvolvimento de Equipamentos Comunitários), ligado à Emurb (Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo), desafiou o conservador mercado da construção civil paulistano e promoveu na cidade um conjunto edificado de alta qualidade arquitetônica e construtiva a custos reduzidos a partir de sistemas de pré-fabricação em argamassa armada,… Continue lendo pré-fabricação e a estética do desperdício

frank lloyd wright e industrialização

A habitação proletária na Broadacre City foi pensada por Frank Lloyd Wright como um conjunto de edificações baseadas em mistos de sistemas industrializados e de autoconstrução. Como se sabe, Wright imaginou sua cidade usoniana utópica (melhor seria dizer: "sua anticidade distópica") como uma grande estrutura territorial em que a segregação de classes própria do capitalismo… Continue lendo frank lloyd wright e industrialização