Christoph Niemann Certas pautas são recorrentes nas redes sociais — e em particular no Twitter (atualmente conhecido como “X”), onde o frequente ressurgimento de certas celeumas já se transformou até em piada interna (o celebrado “calendário anual de tretas”). Uma dessas questões eternamente ressurgindo, não por acaso quando costumam se anunciar obras indicadas para leitura… Continue lendo vestibular: por que literatura e não artes visuais?
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visitando o memorial de martin luther king jr.
Já havia visitado uma vez a cidade de Washington e sua Esplanada Nacional anos atrás, mas foi apenas em viagem recente, realizada em dezembro último, que tive a oportunidade de visitar com mais tempo o memorial dedicado à figura de Martin Luther King Jr. Trata-se de um conjunto paisagístico-escultórico localizado ao sul da Esplanada, próximo… Continue lendo visitando o memorial de martin luther king jr.
não temos que combater IAs, temos que combater o trabalho
Se há algo de que tenho profundas dúvidas e ressalvas é de qualquer tipo de tecnodeterminismo. Novas tecnologias aparentemente inescapáveis não necessariamente orientam movimentos sociais futuros nem deveriam ser tomadas como panaceia. Novas (e velhas) tecnologias, afinal, dialogam com teias sociais, econômicas e culturais mais complexas e não há nada exclusivamente nelas que indique que… Continue lendo não temos que combater IAs, temos que combater o trabalho
quadrinhos, literatura e a ditadura da palavra sobre a imagem
A recente candidatura de Maurício de Souza a uma vaga na Academia Brasileira de Letras reacendeu nas redes sociais um (falso) debate que já se pensava morto e enterrado: seriam as histórias em quadrinhos uma forma de literatura? A resposta para esta pergunta é razoavelmente consensual entre aqueles dedicados ao estudo acadêmico dessa forma de… Continue lendo quadrinhos, literatura e a ditadura da palavra sobre a imagem
drop art, c. 1962
Seguem alguns trechos dos depoimentos de Clark Richert e Gene Bernofsky a Mark Matthews, publicados no livro-reportagem Droppers: America's First Hippie Community. Richert e Bernofsky, artistas e personagens da contracultura norte-americana, foram alguns dos criadores de Drop City, considerada a primeira de várias comunidades hippies alternativas que se instalariam no Sudoeste estadunidense ao longo dos anos 1960 e 70.
pedagogia da esperança e os olhos para o gato
Em Pedagogia da esperança, Paulo Freire recorda ideias e episódios que lhe ocorreram ao longo de sua trajetória. Recorda-se, em certo momento, de uma interessante história sobre criatividade, liberdade, coerção e desestímulo: […] Claudius Ceccon, o notável cartunista brasileiro, residente, então, em Genebra, me contou o seguinte caso, ocorrido com Flávio, seu filho. Um dia… Continue lendo pedagogia da esperança e os olhos para o gato
filosofia da paisagem: arte, ciência, religião
No contexto do grupo de pesquisa Paisagem, Cultura e Participação Social do Núcleo de Estudos da Paisagem (FAUUSP), li recentemente o texto Filosofia da paisagem, escrito por Georg Simmel em 1913. Era-me algo completamente inédito: eu conhecia Simmel apenas e grosseiramente como um dos pais da sociologia urbana, sobretudo por conta de seus textos sobre… Continue lendo filosofia da paisagem: arte, ciência, religião
william morris, anthony ward
Comentários do pesquisador britânico Anthony Ward sobre William Morris. O grifo é meu. William Morris and Class Suicide William Morris, the nineteenth-century British designer who wrote about the symbiosis of power and aesthetics, politics and art, was a formidable design theorist whose struggle over the ideology of the aesthetic has been denied. We know Morris… Continue lendo william morris, anthony ward
materialidade, cesare brandi
Manfredo Tafuri, em seu Teorie e storia dell'architettura (1968), chegou a acusar Cesare Brandi, o famoso estudioso italiano do campo da Preservação e Patrimônio, de promover um "neoidealismo metafísico e mistificador". A colocação de Tafuri é interessante: ela provoca o campo da Preservação, tradicionalmente avesso a um contato mais intenso — e portanto mais revelador… Continue lendo materialidade, cesare brandi